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terça-feira, 8 de julho de 2014

Jejum não é greve de fome

“Exercícios espirituais são práticas que alimentam e fortalecem a nossa espiritualidade. Elas estão ao alcance de todos e são importantes para aprofundarmos a nossa vida de fé.
Uma dessas práticas é o jejum. Para que ele serve?


Há quem confunda jejum com greve de fome. Para estes, o jejum seria um meio de “agilizar” uma resposta de Deus; de fazer com que a resposta venha mais depressa.
Na verdade, o jejum pode adiantar uma resposta de Deus, mas não da forma como imaginam alguns. A finalidade do jejum não é “torcer o braço de Deus” até que Ele nos responda. Isso não funciona com Ele. Não há poder no céu ou na terra que possa obrigar Deus a fazer qualquer coisa. Deus não responde a comandos; é Ele quem comanda. Ele é Senhor absoluto de todas as coisas. Tentar inverter essa ordem é a raiz do pecado.
Por isso, toda tentativa de obrigar Deus a cumprir o nosso desejo pessoal sem levar em conta a vontade dEle resulta em desastre. 

Para que serve o jejum então?

Serve para nos humilhar!

Para colocar a nossa alma rebelde e inquieta sob jugo, para nos alinhar ao propósito de Deus. O célebre pensador cristão C.S Lewis disse certa vez: “Minha oração não muda Deus, muda a mim!”.

Quando, finalmente, a nossa alma para de lutar para que seja feita a vontade dela, então Deus pode intervir. Deus atende a nossa submissão, não á nossa greve de fome.

O jejum torna a nossa alma mais dócil, menos rebelde; ele conduz ao lugar de submissão. Ele alinha a nossa vontade a Deus, não Deus á nossa vontade. “Mais do que qualquer outra disciplina, o jejum revela as coisas que nos controlam. Este é um maravilhoso beneficio para o verdadeiro discípulo que anseia ser transformado á imagem de Jesus Cristo”.

O jejum deve sempre concentrar-se em Deus. “João Wesley declarou: Primeiro, seja ele(o jejum) feito para o Senhor com nosso olhar fixado unicamente nele. Que nossa intenção aí seja esta, e esta somente, de glorificar a nosso Pai que está no céu. Esse é o único modo de sermos salvos de amar mais a benção  do que Aquele que abençoa”.

Caso ainda não o pratique, convido-o a transformar isso em um habito voluntario, não numa lei. Não é uma competição de “quem jejua mais”, mas uma expressão de afeto e desejo de submeter-se ao Criador. Ao jejuar, use o tempo das refeições para colocar-se na presença de Deus.
A principio, o jejum lhe parecerá um tormento, mas os resultados verificarão mais tarde. Você perceberá um maior silencio interior, uma maior disposição á obediência, uma maior percepção da presença de Deus e entendimento da sua vontade.”

- Autor desconhecido

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