segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Mas quem é você para julgar o seu próximo?

Irmãos, não falem mal uns dos outros. Quem fala contra o seu irmão ou julga o seu irmão fala contra a Lei e a julga. Quando você julga a Lei, não a está cumprindo, mas está agindo como juiz. Há apenas um Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e destruir. Mas quem é você para julgar o seu próximo?
- Tiago 4:11-12


É lamentável essa miséria que ainda praticamos de falar mal uns dos outros, esses hábitos pertencem a velha natureza humana, mas isso não significa que vamos continuar pecando e colocando a culpa em nosso velho eu e agindo como vítimas. Se verdadeiramente nascemos em Cristo, somos novas criaturas e novas criaturas devem viver mediante a Palavra do Senhor.

Você não acrescenta em nada quando gasta o seu tempo para fofocar do seu próximo, pelo contrário, está apenas se sujando com Deus. Se você tem algo contra ou a favor de alguém, seja sincero e converse diretamente com essa pessoa e com Deus. Quem se diverte enquanto fala mal dos outros envenena a sua própria alma. E quão cega essa pessoa está!

Sabemos que falar mal das pessoas é errado e que estamos agindo como juízes, mas que moral temos para apontar os erros dos outros? Não somos justos e nem retos, e esse é um dos pecados que mais cometemos. Só Deus é justo!

Jesus com toda sua sabedoria disse aos fariseus e aos metres da lei, quando quiseram apedrejar a mulher adultera, Ele disse: "Aquele que não tiver pecado, atire a primeira pedra". João 8:7b
E com essas palavras que Jesus proferiu, foram acusadas as suas consciências e nem um daqueles homens ousou atirar um pedregulho sequer. Por quê? Porque viram que também pecam constantemente. 

Meus irmãos, nem sempre os seus pecados são os mesmos que os meus, mas todos somos pecadores, capazes de cometer os piores e mais obscuros pecados. Sendo assim, vamos parar de falar mal das pessoas, dos seus erros, de suas fraquezas.

Eu me lembro que um pecado de uma amiga (também cristã) me deixava profundamente chateada com ela, porque eu não o cometia e então eu não conseguia aceitá-lo também nela, eu a julgava pelo fato de ela conviver tão "bem" com ele, pois na verdade ela era escrava dele e estava se afundando. Mas, depois de um  tempo Deus foi me ensinando a não murmurar dela, ou julgá-la, ou apedreja-la com meus pensamentos. Pois, como Deus se sente vendo toda a minha imundícia e rebelião? Se com um pecado dela eu já fiquei furiosa, imagine Deus vendo todos os meus pecados... E isso penetrou fundo na minha consciência. Mas sendo Deus também misericordioso conosco, me mostrou que eu preciso ser paciente e orar pela minha amiga. Pois somente Ele a pode libertar, e eu compreendi isso.

E é assim que precisamos viver, orando pelos nossos irmãos e sendo pacientes. Não temos o direito de julgá-los, mas podemos de graça amá-los, oferecendo a nossa mão, a nossa oração.

Veja o que Richard Baxter citou: 

"Tenha cuidado para não cair em pecados que você condena nos outros."

E isso só revela que temos a capacidade de cometer os mesmos pecados que os outros cometem, por fim, que Jesus perdoe os nossos pecados e nos ajude a refrear as nossas línguas e os nossos pensamentos e que assim possamos parar de condenar os pecados alheios. 

A paz do Senhor,
- Patrícia Gomes

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